Há duas décadas atrás se acreditava que a inteligência poderia ser medida, e para isso era usado um teste de QI, esses testes serviam para medir o grau de inteligência inata de um indivíduo. Logo, quem tinha um resultado maior nesse teste era considerado mais inteligente.

Muitos psicólogos e psiquiatras começaram a se perguntar as razões pelas quais muitas pessoas que tinham um QI baixo eram mais bem sucedidas do que as de QI alto. Essa diferença era observada inclusive, entre irmãos. Muitas vezes o irmão de QI mais baixo era mais ativo e bem relacionado com as outras pessoas do que o irmão de QI mais alto. Por causa disso, o mito de que a inteligência poderia ser medida por números foi caindo.

As habilidades das pessoas foram sendo observadas e divididas até que chegassem as que conhecemos hoje: a inteligência linguística, a aptidão para se expressar oralmente e de forma escrita, a inteligência lógica, aptidão para a matemática e lógica, inteligência motora, noção de espaço e expressão corporal, inteligência espacial, aptidão para desenhar, inteligência musical, aptidão para a música, inteligência intra pessoal, percepção das vontades das pessoas; e inteligência inter pessoal, aptidão para a liderança.

Todas as pessoas têm estes tipos de inteligência, mas há sempre uma que se sobressai. Todos nós temos a inteligência lógica, mas muitos não se dão bem com problemas matemáticos. Todos nós temos a inteligência sentimental, mas nem todos sabem lidar muito bem com os sentimentos. Além da nossa capacidade inata, podemos adquirir outras habilidades ao longo do tempo.

Nossas inteligências trabalham em conjunto com as inteligências dos outros, pois vivemos em uma sociedade. Todas as habilidades são importantes e se completam. Mas, para administrar essas capacidades e entender suas diferenças é preciso desenvolver a inteligência social.

A inteligência social nos ajuda a administrar nossos sentimentos e compreender os outros. Se todos nós aprendêssemos a importância dela viveríamos muito melhor. A função da inteligência social é conhecer a nós mesmos, captar as necessidades do outro, respeitar e querer aperfeiçoar nossos relacionamentos na sociedade e não somente no trabalho ou na família. É uma habilidade que engloba muitas outras que todos nos deveríamos aprender e praticar.

Empatia

Se quisermos ser compreendidos, precisamos compreender.

A empatia é a habilidade de se colocar no lugar de outra pessoa em diversas situações, captar seu estado de espírito, estar ciente do que o outro está sentindo e pensando, é estar na pele do outro.

A empatia pode ser sentida quando nos despimos dos preconceitos e olhamos uma pessoa com igualdade, levando em conta somente o que percebemos, não a condição em que a pessoa está e nem quem ela é. Como uma criança que só é capaz de julgar pelo que sente, que não vê condição social, raça ou religião.

Só é possível ter empatia se prestarmos atenção no outro, se deixarmos a superficialidade de lado e nos interessarmos no que a pessoa sente, sem intenção de julgá-la ou questioná-la. Não é necessário concordar, mas sim entender seu ponto de vista. Ter consciência de que todos nós temos valores, defeitos e acima de tudo qualidades. Encontrar dentro de si a situação vivenciada pelo outro.

Uma pessoa com empatia é alguém que sabe ouvir e observar, é alguém atento e interessado, que inspira confiança e é capaz de se sintonizar com outras pessoas. Aquele que ouve está em constante aprendizado, se comunica bem, conhece melhor o ser humano e seus conflitos. Tem a capacidade de identificação com o próximo.

Essa identificação é feita usando como referência nossos próprios sentimentos que vem á tona, sentimentos e experiências conhecidas em diversas situações da nossa vida, desde a infância. Essas lembranças ficam guardadas dentro de nós e despertam quando captamos o que a outra pessoa sente. Portanto, para se identificar com o outro é preciso primeiro conhecer a si mesmo. Se não temos o mínimo de conhecimento próprio é impossível compreender os outros.

Sentir empatia por alguém não significa estar totalmente envolvido com o outro, ser absorvido pelos seus problemas e nem sentir piedade. É possível entrar em contato com o outro sem se afastar de si mesmo, a intenção é conhecer a pessoa e não se fundir com ela. A empatia tem uma enorme importância nos relacionamentos, muito mais do que pensamos, sem ela a vida seria muito difícil, seríamos seres frios, sem compaixão, caridade e nem respeito ao próximo.

Com a vida agitada de hoje o "cada um com seus problemas" é cada vez mais usado, o individualismo cresceu muito, e muitas vezes estamos tão fartos com nossos problemas que sequer queremos ouvir os problemas dos outros, mas sentimos a necessidade de ter uma pessoa que nos ouça e nos compreenda.

A empatia é a característica principal para a inteligência social, pois ela vem acompanhada pelo respeito e consideração pelo próximo.

Gerenciando Emoções

Um sentimento para cada situação.

As emoções nos orientam para a busca de nossas necessidades, funcionam como uma bússola para nossa orientação. Além disso, nos fazem ser entendidos pelos outros através do que falamos e de nossas expressões faciais. Essa capacidade de compreensão foi adquirida quando éramos bebes, pois aprendemos a diferenciar as expressões e tons de voz dos nossos pais.

Quando nos sentimos incomodados com algo, nossas reações determinam os limites. Se algo não vai bem no nosso corpo o incomodo que isso causa nos alerta que algo esta errado com nossa saúde. Quando estamos tristes ou angustiados é sinal que algo não está bem psicologicamente, quando estamos irritados é sinal de que precisamos parar para respirar.

Se prestarmos atenção aos sentimentos poderemos descobrir quais são as nossas necessidades. Se nos sentimos carentes, buscamos carinho, se nos sentimos presos procuramos a liberdade. Quando não sabemos interpretar o que sentimos vivemos insatisfeitos e confusos.

Os sentimentos também são capazes de unir as pessoas, o amor, a fé, a esperança e até mesmo o ódio são capazes de unir pessoas com o mesmo sentimento e a mesma intenção.

O Controle das Emoções

Sejamos senhores das emoções e não seus escravos.

O controle das emoções é extremamente necessário, pois sem ele viveríamos em constantes conflitos. Imagine como seria se não fôssemos capazes de controlar a nossa raiva, todas as vezes que nos sentíssemos contrariados déssemos vazão a nossa ira, a sociedade viveria em guerra.   

Algumas pessoas têm essa capacidade inata, mas ela pode ser aprendida e aprimorada.

O que nos faz ter autocontrole? Quando queremos uma determinada coisa, pensamos se ela vale a pena e qual será o resultado disso futuramente, se as consequências forem positivas então tratamos de excutá-la, mas se forem negativas constatamos que devemos nos controlar. Por exemplo, se você se desentender com uma autoridade e quiser agredi-la, terá de se controlar, pois caso contrário será preso por desacato. Se estiver de dieta e se deparar com um calórico pedaço de torta, pesará se valerá apena comê-lo, pois isso fará com que o emagrecimento tarde mais a acontecer.

O autocontrole é difícil e cansativo, ele vai se esgotando conforme as situações vão se repetindo. Mas ele pode ser praticado no nosso cotidiano quando nos mantemos equilibrados.

O equilíbrio nada mais é do que o controle da própria mente, podemos criar um bloqueio mental, protegendo a nossa emoção. Quando nós somos agredidos de alguma forma não devemos nos sentir obrigados a responder a ofensa e nem deixar que ela invada nossa mente. Ao invés de tomar o desaforo para si, pense que a pessoa que o proferiu pode estar num mal dia e que o problema é com ela e não com você, pois foi ela quem perdeu a razão. Podemos escolher os pensamentos que dominarão a nossa mente. Uma pessoa que perde o autocontrole perde os argumentos e não raciocina direito.

Nós como todos os animais possuímos instintos que brotam em determinadas situações. O instinto é o impulso de satisfazer uma necessidade do indivíduo, todos eles tem como finalidade a sobrevivência ou a continuação da nossa espécie como, por exemplo, a fuga em um momento de perigo e o impulso sexual. Esses impulsos podem ser amenizados usando a racionalidade. Mas agir por impulso muitas vezes não traz bons resultados. Uma pessoa impulsiva age sem pensar e exageradamente. É sempre lembrada pelos males que causou aos outros e sofre pelas consequências de seus atos. Quando agimos impulsivamente não pensamos nas consequências e nem a quem atingiremos, somos direcionados somente por um sentimento (raiva, ansiedade ou medo) desproporcional à situação. Logo depois quando caímos em si é que podemos avaliar o estrago, aí tentamos consertar de todas as formas, agradando as pessoas, nos culpando ou nos punindo. A culpa e a palavra desculpa são companheiras fiéis da impulsividade. Não devemos ser escravos das nossas emoções e sim senhores delas.

Imaturidade Emocional

Analfabetos emocionais.

Muitas pessoas são conhecidas como "pavio curto", estourados, ou de personalidade forte, mas esse defeito que põe medo em muita gente é a mais pura imaturidade emocional. Isso significa que a pessoa não desenvolveu a sua inteligência emocional, que se forma aos sete anos de idade. É por esse motivo que a pessoa apresenta comportamento infantil, mesmo quando adulto.

Essas pessoas não sabem como lidar com frustrações, perdas e dissabores da vida. Quando contrariadas agem de uma maneira estúpida e grosseira, comportam-se como crianças, ficam irritadas, alteram o tom de voz e se agitam. Irritam-se com as mínimas coisas, estão sempre à flor da pele. Culpam sempre os outros pelos seus erros e estão sempre prontos para fazer críticas, também são pessoas egoístas, não pensam no mal estar que causam nos outros, como se todos fossem obrigados a suportar seus caprichos, como crianças fazem com seus pais. A falta de autocrítica faz com que muitos desses indivíduos carreguem essa característica pelo resto da vida e continuem sendo analfabetos emocionais. Somente com o amadurecimento emocional é possível mudar essa característica, as circunstancias da vida podem nos ensinar muito, mas em alguns casos ajuda psicológica poderá ser de grande valia. 

Autoconhecimento

Conhecer-se para conhecer os outros.

Saber quem somos e onde estamos não significa que nos conhecemos, precisamos entender o que sentimos e porque sentimos, entrar em contato com nossos pensamentos.

O autoconhecimento é necessário para conviver melhor com as outras pessoas, para ter maior empatia com elas. Ele torna o convívio muito mais harmonioso.

Para se autoconhecer é preciso introspecção, ficar só consigo mesmo e questionar os porquês dos medos e angustias. Quando fazemos isso, muitas vezes descobrimos que nossos receios estão apenas na nossa cabeça, que são monstros que nós mesmos criamos.

Aprender consigo mesmo é um dos benefícios de quem se volta para si, evolui como pessoa e amadurece emocionalmente. O autoconhecimento é o foco para a realização dos objetivos. Podemos aprender conosco quais são nossos limites aptidões e defeitos. O que serve para nós e o que não serve.

A pessoa que se conhece tende a fazer escolhas acertadas na vida levando em conta seu jeito de ser. Por isso perdem menos tempo com coisas que certamente abandonarão mais tarde por não se identificarem com elas. Não se deixam influenciar pelos outros e nem por ideais que fujam dos seus princípios. Administra os próprios conflitos e entende melhor os outros, são pessoas mais tranquilas e seguras.

A falta de autoconhecimento traz a constante mudança na vida do indivíduo, sempre na tentativa de encontrar uma função adequada para si. Não que o autoconhecimento traga a estagnação, mas essas mudanças que a falta dele traz são cheias de insegurança, a pessoa muda, mas cada mudança é acompanhada pela incerteza.

A autocrítica é uma ferramenta importante no autoconhecimento. Quem não se autocritica não evolui, não se lapida como pessoa, é mais influenciável e inconstante. Nada melhor do estar centrado no seu eu. Quem conhece a si mesmo aprende a se respeitar a si próprio e aos outros.

Autoestima

O valor de cada um.

Autoestima não está diretamente ligada ao amor próprio, mas a capacidade que temos de medir a nós mesmos, de saber o que somos e o quanto somos. Admitir que é ansioso por exemplo: sei que sou ansioso, mas nem tanto; ou sei que sou ansioso e muito. Ter autoestima significa saber das suas qualidades e defeitos. É atribuir um valor a si mesmo. Uma autoestima equilibrada traz a autoconfiança. Uma pessoa com uma boa autoestima não se julga inferior a ninguém pois está ciente de seu valor.

Quando uma pessoa tem baixa autoestima, quer dizer que ela tem pouca noção do seu valor, pouca noção de suas qualidades.

Quando uma pessoa faz muita propaganda de si mesmo, ao contrário do que podemos pensar, ela na verdade se sente inferior, quando fazemos autopropaganda exagerada, queremos expressar qualidades que muitas vezes não temos, queremos nos autoafirmar e conseguir a admiração dos outros. Temos medo de que os outros descubram que não somos o que parecemos ser. Pessoas assim estão sempre desconfortáveis, porque se sentem obrigadas a sustentar aquela imagem por medo de serem reprovados caso mostrem quem realmente são pois elas próprias não se aceitam como são.

O Desejo e o Querer

Você quer ou simplesmente deseja?

Desejo e querer são coisas distintas, para reconhecer o que motiva nossa vontade é preciso saber essa diferença.

O desejo é uma vontade imediatista e está mais relacionada com caprichos do que com a vontade em si, é muito mais instintivo do que racional. Quando ele se instala passamos a desejar uma coisa pelos mais diversos motivos, ele é puramente emocional e inquietante, porém passageiro. Está diretamente ligado aos nossos caprichos e precisamos usar de artimanhas para realizá-lo, pois sempre depende do consentimento de alguém, por isso tem ligação com a infantilidade. Ele se modifica conforme nosso estado de espírito.

Já o querer é o impulso para a realização, é direto e permanente, é um sentimento racional e motivador. Leva a pessoa a ponderar suas atitudes e desejos, muitas vezes passando por cima deles para a realização do querer. O querer reforça o caráter, instiga o indivíduo, desperta a disciplina e dá força para a realização. Diferente do desejo não é passageira. É alimentado pelo pensamento racional e lógico.

Quantos de nós passamos a vida apenas tendo desejos e nenhum querer que nos motivasse a fazer algo. A força do querer não é estagnada e nem fugaz como o desejo. Quem realmente quer, alcança e realiza!

Vida em Sociedade

Todos nós precisamos de alguém.

Nos desenvolvemos nos integrando com outras pessoas, dependemos uns dos outros direta ou indiretamente. Quando somos crianças dependemos totalmente dos nossos pais, ao crescermos aprendemos a fazer coisas sozinhos, mas precisamos deles para nos sustentar. Mesmo quando saímos de casa e temos nossa profissão dependemos do nosso emprego, e mesmo se tivermos um negócio próprio dependemos dos clientes, ou seja, somos todos dependentes.

Viver num círculo social não é uma escolha apenas, mas sim uma necessidade, mesmo que uma pessoa vá morar sozinha em outro planeta com todas as condições de sobrevivência, logo se sentiria solitário, sentiria falta de afeto e calor humano e certamente ficaria depressivo. Temos necessidade de interação com os outros. Nossa constituição física e psicológica não permite que vivamos sós.

A sociedade é uma coisa muito antiga, desde os primórdios, o homens das cavernas já se organizavam, com tarefas estabelecidas para cada um. Civilizações antiquíssimas tinham seu próprio jeito de organizar sua vida em comum, com sua regras e leis. E até mesmo os animais têm hierarquias que usam para organizar seu bando. A vida em sociedade é organizada de acordo com os valores que construímos e se modifica de acordo com o tempo.

A Comunicação

Falar é bom, mas ouvir é melhor.

Se comunicar é fazer-se entender por quem ouve. Há certas pessoas que tem muita facilidade com a comunicação, são articuladas, falam o necessário e conseguem manter a atenção para si. Já outras pessoas têm mais dificuldade, não conseguem expressar o que pensam ou falam demais cansando quem o escuta.

Devemos ponderam a maneira que falamos certos assuntos se quisermos ser bem compreendidos. Se falamos de um modo grosseiro o ouvinte ficará na defensiva e o dialogo não será feito como deveria.

Há pessoas que não se dão conta que certos assuntos não devem ser falados em certos lugares e que não interessam a algumas pessoas. Quem fala o que não deve acaba sendo evitado e quem fala de mais acaba sendo cansativo e causa a dispersão do ouvinte no meio da conversa. Para saber se estamos sendo compreendidos e a conversa está sendo agradável, devemos prestar atenção no ouvinte, conforme a sua reação podemos dosar o tom da conversa.

Por outro lado também, é necessário saber ouvir, pois é muito desagradável tentar conversar com uma pessoa que não te deixa falar, ficamos desanimados de conversar com ela.

Para conhecermos as pessoas e aprendermos sobre elas é preciso prestar atenção no que elas dizem, pois grande parte do que aprendemos vem pela audição. Imagine quanto conhecimento desperdiçados não escutando. As pessoas têm muito a nos ensinar, não há pessoa tão pequena ou insignificante que não possa nos ensinar algo. Até as crianças nos ensinam muito. Podemos aprender com a experiência dos outros ouvindo suas histórias. O interesse pelo outro ser humano é uma qualidade muito enriquecedora.

A comunicação é uma troca constante de informação que não é perfeita, sempre corremos o risco de sermos mal interpretados. Muitas vezes tentamos expressar algo, mas não achamos palavras. Os pensamentos que temos em forma de voz conseguimos transmitir com facilidade, mas os pensamentos abstratos não. Isso acontece porque esses dois tipos de pensamentos se encontram em lugares diferentes do cérebro, o pensamento em forma de voz se chama dialético e o pensamento abstrato se chama antidialético. Quando tentamos expressar um pensamento abstrato como um sentimento por exemplo, temos dificuldade, pois não conseguimos desenhá-lo em nossa mente. É como quando temos um sonho, lembramos dele, mas não conseguimos contar com exatidão o que sonhamos.

A dificuldade de expressão pode ser confundida ainda que injustamente com incompetência. Imagine-se criando um projeto, se dedicando ao máximo a ele, perdendo horas para finalizá-lo, mas no momento de apresentá-lo em uma reunião não é capaz de dizer como ele funciona. Mesmo com todo o seu comprometimento e estudo na construção desse projeto vai parecer que você não sabe nada sobre ele. É nesse e em outros casos que a má comunicação compromete o desempenho de uma pessoa. O segredo nesses casos é manter a calma e confiar em si mesmo. Se você se dedicou tanto ao projeto e sabe responder qualquer pergunta sobre ele não há o que temer. Se o nervosismo for por conta das pessoas ao redor, saiba que elas estarão interessadas pelo que você fez, não há motivos para ficar na defensiva, respire e fale pausadamente.

Quem se comunica bem transmite confiança nas pessoas e essa é uma arma poderosa no mundo de hoje, não só no mercado de trabalho, mas na vida também, saber se expressar é sem duvida um marketing pessoal.

A Tolerância

Precisamos rever nossos conceitos.

Não existe verdade absoluta, todos nós temos nossos conceitos sobre as coisas, mas quantas vezes nos vimos errados sobre um determinado assunto pelo qual tínhamos uma opinião formada e dada como certa? Quantas vezes fomos obrigados a mudar de opinião pelas circunstâncias? Quantas vezes rejeitamos um alimento por achar que fosse ruim e depois que experimentamos vimos que era bom? Formamos um conceito sobre as coisas sem saber do que realmente se trata. Fechamos a nossa mente porque achamos que estamos sempre certos.

Quando a mente esta fechada para coisas novas ela não evolui, o tempo passa e a pessoa continua do mesmo jeito. A mente que evolui é aquela que questiona se aquela opinião está certa ou não. Quando temos uma mente fechada envelhecemos, ainda que sejamos jovens. Temos a certeza de que o que pensamos é o certo e ponto final, e que qualquer coisa diferente disso não será bem recebida. Uma pessoa com a mente fechada é cheia de pré conceitos e leis próprias. São críticas dos outros e nunca de si mesmos.

A constante reciclagem das idéias faz a mente ficar ativa e pronta para aprender mais, para se expandir. Isso não significa que devemos nos deixar levar por modismos ou qualquer ideologia que apareça, mas sim questionar os nossos próprios conceitos.

As coisas mudam numa velocidade espantosa, se não tivermos complacência, em alguns anos nos sentiremos como pessoas de séculos atrás que vieram parar nessa época por meio de uma máquina do tempo. Uma mente complacente se dá muito melhor com as outras pessoas que estão em constante aprendizado e constante dúvida. Não há limites para a evolução mental e nem idade para parar de aprender.

O Respeito

Respeitar para ser respeitado.

O respeito ao próximo vai além do por favor e obrigada, ele está diretamente ligado á educação. Respeitar é importar-se com o próximo, apreciar e querer bem. É zelar pela relação que se tem, seja ela qual for. Não precisamos ter parentesco com a pessoa para respeitá-la, basta ter em mente que se trata de um ser humano como nós. Podemos classificar o respeito como uma ética pessoal. O ditado respeitar para ser respeitado é verdadeiro.

Ninguém é obrigado a aturar nossas grosserias e momentos de mau humor. Uma pessoa grossa é aquela que não se importa se os outros vão gostar ou não do ela fala ou faz, consequentemente não tem educação e nem respeito. A reação das outras pessoas diante disso é a revolta, rancor e antipatia. Uma pessoa grossa é uma pessoa desagradável. Mas o desrespeito vai além da grosseria, engloba também a invasão do espaço alheio. Existe um espaço entre nós que, mesmo que não esteja delimitado precisa ser respeitado. Temos que respeitar quando o outro não quiser conversar, entender quando o outro diz não, estacionar o carro corretamente para não atrapalhar a vaga do próximo, tentar não dar ombradas ou bolçadas ao andar em lugares movimentados, não ligar o som alto depois do horário, não cortar fila ou fazer perguntas inconvenientes.

Respeitar envolve também a cooperação com o outro, por exemplo: se uma pessoa está limpando o chão convém limparmos os pés antes de entrar, não importa se aquela é a função da pessoa, temos o dever de respeitar. Muitas coisas que consumimos vêm do trabalho de outras pessoas. Nós também trabalhamos para alguém e não gostaríamos de ver esse alguém fazendo pouco caso do nosso esforço.

O respeito não precisa ser encarado como um punhado de regras de conduta que devem ser decoradas, para praticá-lo basta usar o bom senso. O bom senso é quase que intuitivo, é a noção da atitude adequada a se tomar em cada situação, é o discernimento do certo e do errado, mesmo que estes não estejam explícitos e sem que alguém precise nos dizer que se deve agir de tal forma. A pessoa sensata tem a capacidade de julgar e ponderar suas atitudes, de evitar situações vexatórias ou desagradáveis que possam atingir a ela mesma e aos outros. Uma pessoa insensata é chamada popularmente de ‘’sem juízo’’, justamente por ser deficiente no julgamento de suas ações.

O nosso espaço termina onde começa o dos outros, essa é uma regra importante no convívio em sociedade. Se quisermos ser respeitados devemos respeitar primeiro.

A Cortesia

As boas ações de cada dia.

Esses pequenos agrados que fazemos sem esperar recompensa, são muito benéficos para nós mesmos. Quando praticamos a cortesia nos sentimos bem, leves e bondosos.

A cortesia nada mais é do que praticar a civilidade e a polidez. Infelizmente é uma qualidade difícil de encontrar hoje em dia.

Abrir a porta do elevador para quem está com sacolas, cumprimentar as pessoas olhando nos olhos, levantar para dar lugar a um idoso ou gestante sentar no seu lugar, essas são algumas das pequenas atitudes gentis que podemos fazer aos outros. Podemos fazer muitas coisas para tornar a nossa convivência mais agradável.

Um sorriso é capaz de iluminar o dia de alguém, mas muitas vezes não nos damos conta disso e o negamos. É claro que nem sempre estamos dispostos a sorrir, mas também não precisamos ficar de cara amarrada o tempo todo.

A gentileza é um ato de pessoas educadas e empáticas, que consideram os outros como gostariam de ser consideradas. Se algum dia a sua cortesia não for bem recebida, não pare de praticá-la ,pois jamais devemos nos cansar de sermos agradáveis.

A Simpatia

A simpatia abre as portas para o bem querer.

Como é agradável conversar com uma pessoa simpática não é mesmo? Nos sentimos a vontade e a conversa flui bem. A pessoa simpática é aquela que é receptiva e aberta. Uma pessoa antipática nos deixa encabulados e sem assunto. Não se ganha nada com a antipatia, a não ser a antipatia dos outros. Não olhar para o rosto das pessoas quando elas falam conosco e não esboçar um sorriso para elas passa a impressão de desdém. O simpático é uma pessoa bem quista e é sempre requisitado para se juntar aos amigos, as pessoas tem prazer em estar ao lado delas. Já as antipáticas não dão a oportunidade de serem conhecidas, e sua pessoa só é lembrada pela sua antipatia.

A timidez muitas vezes parece antipatia, a pessoa tem tanto receio de ser mal recebido ou de passar vergonha que acaba se fechando e não manifestando suas emoções, mesmo que esteja alegre, não tem coragem de se manifestar diante das pessoas, usando muitas vezes uma cara fechada e fingindo que não conhece alguém quando a vê na rua, tudo por vergonha de cumprimentá-la. Isso dificulta a formação de novas amizades.

A timidez e a antipatia precisam ser trabalhadas, nenhuma dessas pessoas tem um bom relacionamento interpessoal. A autocrítica e o autoconhecimento ajudarão nesses casos. Mas geralmente isso pode ser resolvido com ajuda especializada.

Liderança

Mandar não significa liderar.

Um líder é alguém com a capacidade de liderar, isso não significa ser temido ou se fazer obedecer pela força, mas sim se fazer respeitar pela assertividade e coerência das suas atitudes, saber direcionar as pessoas da melhor maneira. Um líder sabe despertar nas pessoas o que elas têm de melhor, sabe fazer com que elas mesmas enxerguem as suas qualidades. 

O líder conhece cada pessoa que vive ao seu redor e consegue delegar as funções de acordo com a habilidade de cada um. Não sai do foco de suas metas e sabe trabalhar em etapas para atingí-las. Um líder serve de inspiração para os liderados.

Nem sempre quem esta na liderança é um líder. Mandar não significa liderar. Uma pessoa que não tem um bom relacionamento interpessoal também não sabe liderar. Aquele que não respeita os outros não consegue inspirar as pessoas a realização de um objetivo. A liderança ideal tem uma visão panorâmica da organização, não centraliza o conhecimento em si mesmo, mas o duplica e não se recusa a treinar sucessores. Tem calma para solucionar problemas e competência para evitá-los. Há pessoas que tem uma aptidão natural para a liderança, mas ela pode ser aprendia e aprimorada.

A Automotivação

O combustível para a realização.

Automotivação é achar em si mesmo a força para a realização. É ter combustível próprio para reagir. Uma pessoa automotivada não inventa desculpas para não agir e nem espera acontecer. São pessoas que tem impulso próprio e a disciplina para alcançar seus objetivos, não precisam que ninguém os incentive. Fazem tudo de acordo com seus objetivos. Não se contentam em realizar seus objetivos apenas na imaginação, precisam concretizá-los. São popularmente conhecidas como pessoas que sabem o que querem.

A automotivação é a forma visceral da motivação, ela é genuína e independente. Todos nós podemos ser motivados, mas muitas vezes não conseguimos nos manter no ritmo e desanimamos. Esse é o famoso fogo de palha, um impulso inicial que logo se perde. Pessoas automotivadas são minoria, por isso é uma qualidade muito admirada.

A força de vontade dessas pessoas é enorme, elas jamais superestimam os problemas e sempre agem de forma positiva contra eles, jamais achando que são menos capazes de resolvê-los. Não há tempo ruim para estas pessoas, que não tem medo de arriscar e de abrir mão de certas coisas em prol de seus objetivos.

Logicamente que pessoas automotivadas não são super-heróis, elas são pessoas como todos nós, que se cansam, que tem limites, que se preocupam, que por vezes pensam em desistir, mas as intempéries da vida não são maiores do que o seu querer. Não existe mágica para nos tornarmos pessoas automotivadas, isso é algo que vem de dentro de nós. O que ajuda na nossa motivação é descobrir uma paixão, uma coisa que você gosta muito de fazer, uma profissão, um esporte, uma atividade que te deixe feliz e orgulhoso de si mesmo.

A ansiedade é inimiga da motivação, pois ela nos cansa se o resultado esperado demorar. Mas observe as pessoas bem sucedidas, elas tiveram disciplina para conquistar o sucesso, não foi de um dia para o outro que o conquistaram, mas tiveram a motivação suficiente para alcançar as suas metas.

Resiliência

Adaptar-se para não ceder.

A resiliência consiste em adequar-se as situações sem perder a integridade, uma pessoa resiliente é aquela que resiste bem às pressões do dia a dia, ou seja, que passa por situações difíceis sem se abalar. Ser resiliente é ter a capacidade de se recompor, moldar-se e resistir a cada novo desafio. Quanto mais resiliente a pessoa é mais capacidade de realização ela têm, pois possuem a capacidade de enfrentar os problemas sem ceder, tem jogo de cintura e flexibilidade. Dois bons exemplos para explicar o que é resiliência são a borracha e o vidro, a borracha pode ser esticada de várias formas sem se arrebentar, pois tem resiliência, já o vidro não tem, se pressionado ou quando se choca contra algo se despedaça facilmente.

Pessoas resilientes mudam sempre que necessário, têm firmeza de propósito e mantém a sua integridade, geralmente são bem humoradas e não costumam culpar os outros pelos seus erros.

Certas pessoas passam por experiências terríveis no passado, mas se recuperam de seus traumas e nem aparentam ter passado por eles, outras jamais conseguem se reerguer, vivem a vida toda cativas das lembranças ruins e remoem suas magoas. A falta de resiliência gera no indivíduo certa fragilidade, tendência á depressão e negatividade, costumam relacionar tudo ao momento ruim que passaram, porque não conseguem superar o passado, lidar com o inesperado. Essa também é uma manifestação do pessimismo. Muitas pessoas tiveram decepções amorosas e hoje não conseguem ter um relacionamento satisfatório por não conseguir superar o sofrimento dos relacionamentos anteriores, ou seja, são pessoas que cederam a pressão dos problemas. É natural nos entristecermos com acontecimentos desagradáveis, mas não devemos nos prender a eles e arrastar essas correntes pelo resto da vida. Todo o sofrimento é passageiro e não convém a nós fazê-lo perdurar por mais tempo. A vida pode ser encarada como um livro que, a cada página virada se conta um pouco mais de estória e cada capitulo é uma nova fase, um recomeço.

A resiliência é uma característica pessoal, mas que pode ser aprendida. Muitas vezes é conseguida com a maturidade emocional, é uma das características do otimista realista, quem enxerga a vida de uma maneira positiva tem facilidade para ser resilente, pois vê as dificuldades como forma de crescimento e amadurecimento e acredita que no futuro dias melhores virão, embora não estejam livres de imprevistos e que nem tudo acontece como se quer.

Essa característica é tão importante que hoje muitas empresas procuram profissionais com essa qualidade. Profissionais resilientes tem mais chances de alcançar o sucesso.

Otimismo

A positividade está nos olhos de quem a vê.

O otimista não é uma pessoa inconsciente dos problemas da vida ou dos imprevistos que ela tem, é uma pessoa que não se deixa limitar por falsas crenças e nem se contaminar com o pessimismo alheio, é uma pessoa que tem esperança nas coisas. Espera o melhor, nunca o pior. Não dá por vencida uma causa que ainda não acabou, tenta sempre mais uma vez. A positividade está nos olhos de quem a vê.

Já o pessimista avalia de maneira ruim a sua vida, acha que se uma coisa vai mal, com certeza vai ficar pior, se volta sempre para o lado negativo das coisas, não confia nos outros, subestima suas capacidades e superestima os problemas. Essa atitude traz a estagnação de uma vida, pois desencoraja as pessoas a seguirem em frente e faz com que elas abandonem suas metas e não realizem seus sonhos. O pessimismo é contagiante ele é capaz de matar a alegria dos outros e sufocar suas esperanças, basta que alguém lhes conte uma idéia nova que eles já começam a colocar medos e desanimar a pessoa com sua negatividade. Muitos pessimistas são paranóicos por acharem que sempre há uma desgraça prestes acontecer. Chegam a pensar que tudo o que acontece de errado é uma punição para eles, que carregam uma cruz muito pesada e essa é a sina deles. Focam somente nos problemas, nunca na solução. A vida é insípida e as alegrias são poucas. 

Já o otimismo exagerado causa a alienação e falta de atitude, como se a pessoa vivesse em um conto de fadas cor de rosa onde, jamais acontece nada de ruim e no final tudo dá certo. A pessoa não vive, simplesmente flutua, enxerga o mundo azul e não tem consciência da realidade. Acham que todas as pessoas são bem intencionadas, diminuem a gravidade dos problemas ou sequer aparentam tê-los. Por isso acabam sendo pessoas muito ingênuas e despreparadas para a vida. Se os extremos são nocivos o equilíbrio é o ideal, a vida não é um mar de rosas, mas também não é um calabouço. Ser realista e otimista ao mesmo tempo é o ideal. Com os pés no chão podemos ver claramente quais são as nossas chances e o otimismo nos impulsiona em direção á realização. Essa dose de otimismo traz a vontade de viver, o prazer nas pequenas coisas, auto estima e auto confiança. A vida se torna mais suave para o otimista e as realizações tem um gosto especial.